Os terroristas sempre usaram métodos horripilantes para espalhar o medo e ganhar poder. O grupo Estado Islâmico (Isis), que domina áreas da Síria e do Iraque e prega um califado sem fronteiras regido por leis religiosas.
Entre os atos de selvageria listadas em relatório da ONU estão a crucificação e o enterro de crianças vivas. O mais recente, gravado em vídeo, cruzou os limites até mesmo para os padrões do jihadismo, que mata mais muçulmanos do que membros de qualquer outro grupo religioso. As imagens mostram os integrantes do Isis ateando fogo a um prisioneiro enjaulado, o piloto jordaniano Muaz Kasasbeh.
A cena de horror teve impacto principalmente na Jordânia, terra natal de Muaz. O país árabe, governado pelo rei Abdullah II, estava sob pressão para abandonara coalizão de nações lideradas pelos Estados Unidos que desde agosto bombardeia acampamentos, centros de treinamento e armazéns com arsenal do Estado Islâmico.
A morte de Muaz tinha potencial para intensificar a oposição da população jordaniana aos bombardeios na Síria. O rei quer o efeito contrário para unir as principais tribos no combate ao Isis. "Nossa guerra será implacável e vai atingi-los em seu próprio território", prometeu Abdullah. Em seguida, sua força aérea retomou os ataques, reação que está longe de selar o dim do Estado Islâmico.

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