quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DENGUE: UM PERIGO QUE ASSOLA SÃO PAULO

                 Segundo o balanço divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde nesta quarta-feira(4), o número de casos de dengues das três primeiras semanas do mês de janeiro de 2015, triplicou com relação ao mesmo período de janeiro do ano passado. Já foram notificados mais de 1.304 casos que estão sendo investigados como suspeita da dengue.



                  A secretaria estima que a cidade de São Paulo atinja uma situação crítica em 2015, podendo chegar a 90 mil casos de dengue até o final do ano.

                 Uma das causas apontadas pela Covisa ( Coordenação de Vigilância em Saúde) para esse crescimento nos casos de dengue, seria o uso de armazenamento de água limpa, medida adotada por uma grande parte dos moradores do estado diante da crise hídrica vivida atualmente.

                  A Prefeitura de São Paulo garantiu, que diante desse cenário, reforçou o trabalho de 2.500 agentes de zoonose em toda cidade, uma forma de conter o avanço dos casos de dengue em todo o estado, através das ações de visitas porta a porta, grupos de orientações, e ações de combates em locais de concentração de pessoas.

                  A recomendação da secretaria é dobrar a atenção com os vasos de plantas que retém água, evitar deixar descobertos baldes ou recipientes que contenham água parada, guardar pneus em lugares cobertos da chuva, caixas d'água bem lacradas ou com telas para evitar que o mosquito se alastre.
Confidenciatual explica: Dengue

                  A dengue é uma doença febril causada por um vírus chamado Flaviriridae, um arbovírus do gênero Flavivírus, o mesmo vírus da encefalite, febre amarela e hepatite C. O principal vetor de transmissor desse vírus é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolvem em áreas tropicais e subtropicais.

                  O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.

                 A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito da dengue podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito.               

                  Os sintomas da dengue podem começar repentinamente e duram 5 a 7 dias, os sintomas são: Febre alta (39º a 40º C), fortes dores na cabeça, dor atrás dos olhos, perda da apetite, manchas e erupções na pele semelhantes a sarampo, náuseas e vômitos, tontura, cansaço, moleza e dor no corpo, dores nos ossos e articulações.                  

                  Para evitar e prevenir a dengue, têm-se que evitar o foco da reprodução do transmissor da doença, essa é a melhor forma de evitar a dengue, uma das maneiras são : evitar o acumulo de água parada, coloque areia nos pratinhos dos vasos de plantas, colocar desinfetante nos ralos, limpar as calhas eventualmente, colocar telas nas janelas, cobrir piscinas e aquários, cuidado com o lixo em dia de chuva, uso de inseticidas e larvicidas, repelentes e tomar suplementos vitamínico do complexo B ( tomando vitaminas do complexo B altera nosso odor do organismo, confundindo-o).

                  Além da dengue clássica, temos a dengue hemorrágica e a síndrome da choque da dengue. A dengue hemorrágica acontece quando a pessoa infectada com dengue sofre alterações na coagulação sanguínea. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. Os sintomas iniciais são parecidos com os da dengue clássica, na dengue hemorrágica, ocorre uma queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tonturas e quedas. A síndrome da choque da dengue é a complicação mais séria da dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda da consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática (dificuldade do fígado em realizar suas funções), hemorragia digestiva e derrame pleural (acúmulo anormal de líquido na cavidade pleural, ou seja, acúmulo de líquido dentro da membrana que envolve o pulmão). Além disso, a síndrome de choque da dengue não tratada pode levar a óbito. 

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