segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

LIÇÕES DO BLACKOUT EM NEW YORK E DO APAGÃO EM SÃO PAULO

        Em 2003, 50 milhões de pessoas ficaram sem luz no nordeste dos Estados Unidos e em parte do Canadá em um apagão causado pela combinação de consumo elevado por causa do calor, redes sobrecarregadas e falhas de manutenção. Em Nova York, o metrô parou de operar.
        O episódio deixou lições. O governo passou a obrigar as empresas a investir na manutenção e no aumento da confiabilidade das redes, sob ameaça de multa milionária. Houve incentivos fiscais para a construção de linhas inteligentes (smart grids), que permitem a gestão automatizada da rede.



        Desde o início do governo Dilma, já foram registrados no país 244 apagões de grandes proporções. Qualquer imprevisto leva o sistema elétrico ao desequilíbrio.
        Na segunda-feira passada, um problema em uma linha de transmissão que traz energia da Região Note para o Sudeste fez a geração ficar menor que a demanda, o que provocou o desligamento de onze usinas. Para evitar um colapso ainda maior, o governo pediu a distribuidoras de energia que cortem o fornecimento de forma seletiva. Na terça, o órgão responsável pela gestão no setor enviou  uma nota às  distribuidoras em que alertava para o risco de o corte de energia se repetir naquele dia.
        Em 2001, as famílias brasileiras diminuíram em 20% o consumo de energia com medidas simples, como tomar banhos menos demorados e acumular a roupa antes de usar a máquina de lavar. O governo, temendo carregar a mancha de ter provocado um novo racionamento, finge que não existe o problema, em vez de pôr em curso uma campanha para racionalizar o uso da energia.


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