Há ainda uma série de fatores que tem levado as pessoas às ruas, como a crise econômica, a desigualdade social, a corrupção, o sucateamento dos serviços sociais, a pobreza e o desemprego, além da forte repressão policial que se verificou contra os manifestantes. Mas o conflito interno na Ucrânia está mais relacionado com divisões geográficas e culturais do país. A Ucrânia Central e Ocidental é mais próxima à Europa e é onde existe uma tradição cultural ucraniana. A Ucrânia do Sul e Oriental é mais próxima à Rússia e sua população é de maioria russa. Essa divisão demonstra o apoio ou não do presidente Viktor Yanukovych, já que os ucranianos do centro e do ocidente são os principais opositores do regime.
Eleições extraordinárias na Ucrânia foram convocadas após a queda de Viktor Yanukovich, em fevereiro, e em meio ao conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia. Ele apoia as ações militares contra o movimento separatista pró-Rússia e aderiu à UE. As denúncias de fraudes das eleições em favor de Yanukovych levaram a Suprema Corte do país a decidir por um novo segundo turno. Em face do acirramento dos protestos, nova eleição foi realizada, garantindo a vitória de Yushchenko.
A Ucrânia acusa a Rússia de patrocinar e dar armas aos rebeldes. Já Moscou diz que Kiev faz "operação punitiva" contra os separatistas, com atos criminosos. As relações entre os países estão abaladas desde que a Rússia reconheceu o levante contra Yanukovich e, em seguida, anexou a Crimeia. A posição de países sobre a crise varia de acordo com a relação comercial que cada um tem com a Rússia. Os EUA impõem sanções e ameaçam, cogitam destinar armamento defensivo ao exército ucraniano contra os rebeldes pró-Rússia. A UE depende do gás russo, mas ofereceu dinheiro à Ucrânia. A proximidade faz a Alemanha parecer comedida, enquanto a França é mais agressiva. O Reino Unido tenta falar alto, mas não tomaria medidas concretas contra a Rússia. A China permanece em silêncio.
Tudo isso leva a crer que está apenas começando, será que está por vir mais uma grande guerra ?
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