O Projeto de Lei 4330/2004, assim chamado de "Lei da terceirização" que regulamenta a terceirização, foi aprovado na quarta-feira (8) por 324 votos a favor, 137 contra, pelo plenário da Câmara dos Deputados.
A proposta que levou a protestos em todo o país nas últimas semanas e causou muita discórdia entre partidos, esta sendo discutidas desde 2004. Foi aprovada em sessão da câmara dos deputados na semana passada, mas terá emendas discutidas em uma nova sessão na quarta feira(22) . se aprovada segue para o senado.
Especialista em sociologia do trabalho, Ruy Braga traça um cenário delicado para os próximos quatro anos: salários 30% mais baixos para 18 milhões de pessoas. Até 2020, a arrecadação federal despencaria, afetando o consumo e os programas de distribuição de renda. De um lado, estaria o desemprego. De outro, lucros desvinculados do aumento das vendas. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP), a aprovação do texto base do Projeto de Lei 4330/04, que facilita a terceirização de trabalhadores, completa o desmonte dos direitos trabalhistas iniciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na década de 90. “Será a maior derrota popular desde o golpe de 64”.
Embora o projeto não seja do governo, Braga não poupa a presidenta e o PT pelo cenário político que propiciou sua aprovação. Ele cita as restrições ao Seguro Desemprego, sancionadas pelo governo no final de 2014, como o combustível usado pelo PMDB para engatar outras propostas desfavoráveis ao trabalhador, e ironiza: “Esse projeto sela o fim do governo do PT e o início do governo do PMDB. Dilma está terceirizando seu mandato”.
Um dos principais pontos de divergência do Projeto de Lei da terceirização diz respeito à liberação da terceirização para o serviço principal (chamado de atividade-fim) de uma empresa. Conforme o TST, podem ser terceirizadas apenas as atividades-meio: limpeza, manutenção e vigilância. Se sancionada, a nova legislação permitiria, por exemplo, que uma montadora terceirize metalúrgicos.
"Uma das conquistas do Direito do Trabalho é a relação direta entre patrão e empregado. Se houver um terceiro no meio, ele vai explorar ainda mais o trabalhador, porque este terceiro não trabalha de graça: ou ele tira da fração de lucro das empresas ou de parte do salário do trabalhador " afirmou Francisco Rossal de Araujo, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O possível fim do vínculo direto entre funcionário e patrão e o recaimento dos compromissos trabalhistas a uma empresa menor (terceirizada), que pode não ter condições financeiras de cumprir com as obrigações, sustentam as críticas de quem é contrário à legislação, porém, o projeto de lei mantém a responsabilidade subsidiária da empresa contratante caso a terceirizada não cumpra com suas obrigações.
Uma Lei que tem seus benefícios, onde ajudará a dar mais suporte a empregados terceirizados, mas que em contra partida, denota um novo caminho assustador para os trabalhadores brasileiros, sendo que uma vez esta Lei sendo aprovada, o trabalho aqui no Brasil, nunca será mais o mesmo, pois imaginem o quanto caíra de procura, o trabalhador CLT, e aumentará a procura de empresas prestadora de Serviço, sendo que está ficará a cargo do controle do salário do empregado terceirizado. Mas a grande pergunta que aqui lhe proponho é a seguinte, e o INSS? onde que fica nessa história?. Imaginem vocês que daqui a 50 anos, o INSS não tenha dinheiro para os contribuintes, uma aposentadoria com um fim incerto, este é o nosso futuro.




