O Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a
permitir a concepção de crianças in vitro com o DNA de três pessoas para
prevenir doenças hereditárias graves.
Além de receber o DNA normal da mãe e do pai, uma criança também ganhará uma pequena quantidade de DNA mitocondrial saudável de uma doadora mulher.
Essa medida está rodeada de controvérsia.
Um grupo de organizações e
ativistas internacionais escreveram uma carta aberta aos deputados,
incentivando-os a votar pela mudança na lei, dizendo que "oferecer às
família a primeira ponta de esperança de ter um bebê que viva sem dor nem
sofrimento".
Por outro lado, o reverendo
Brendan McCarthy, assessor em temas de ética médica da Igreja Anglicana da
Inglaterra, disse que "sem uma visão mais clara do papel que as
mitocôndrias têm na transferência das características hereditárias, a Igreja
não acredita que seja responsável mudar a lei neste momento".
David King, diretor do grupo
Alerta Genética Humana (Human Genetics Alert), lamentou que o país vá romper o
consenso internacional dos últimos 40 anos, que não se deve modificar
geneticamente os seres humanos. "No meio do futuro pesadelo do projeto de
bebês, as pessoas vão olhar para trás e se perguntarão: como foram tão
irresponsáveis?", assegurou.

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