O índice de reprovação dos 2.843 médico recém formados em
São Paulo que prestaram exame no Cremesp (Conselho regional de medicina de São
Paulo) de 2013 foi de 59,2%.
Os índices de alunos formados em faculdades de medicina
privadas são ainda mais. Dos 1.942 de faculdades particulares, 71% são reprovados.
Nos Estados Unidos, o grau de reprovação em medicina é em torno de 10%. Seria
falta de dedicação para uma prova não classificatória, ou péssimo ensino das
faculdades de medicina do país?
Apesar de obrigatório para conseguir a licença médica,
infelizmente o exame não é obrigatório pra exercer a profissão. Ou seja, se o
médico não acertar o mínio de 60% para passar na prova, ele ainda poderá
exercer medicina.
O exame deveria ser obrigatório tanto para brasileiros, como
médicos do programa Mais Médicos.
Em 2011, dos 140 médicos cubanos inscritos para revalidação
do diploma estrangeiro, pela prova do Revalida, 15 passaram. Em 2012 foi de
884, dos quais 77 passaram. E agora sem a revalidação, graças ao programa Mais
Médicos, dos 6 mil médicos cubanos inscritos, 6 mil foram autorizados a atuar
no País.
Médicos precisam provar que estão aptos a exercer a
profissão. Isso vale para médicos brasileiros, e qualquer estrangeiro que
queira praticar a medicina no Brasil. Sejamos legais e justos.

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