quarta-feira, 18 de março de 2015

Dia 15 de Março

Mais de 200 milhões de pessoas se reuniram nas ruas contra o governo Dilma. Com mais de 100 milhões de pessoas, só em São Paulo, o protesto é o maior desde as manifestações dos caras pintadas, a favor do impeachment do Collor.


     As reivindicações eram várias, como sempre, Pediram o fim da corrupção, o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os trabalhadores sem partido reunidos eram bem mais que a “elite branca”.
    Nas diferentes cidades em que as manifestações foram realizadas, celebridades, artistas e socialites caminharam com, ex-petistas, vendedores ambulantes, militares ou agentes penitenciários.
     “Vamos parar com esse negócio de que só a elite está aqui. Sou negro e pobre e estou pedindo a saída da Dilma”, disse Fernando Silva, conhecido como Fernando Holiday, 18, que participou da manifestação na av. Paulista, em São Paulo.

Fernando Silva, o Fernando Holiday
     A voz das ruas já está sendo ouvida pela presidente. Ela encaminhou, hoje, para o Congresso um “pacote anticorrupção”, que consiste em um conjunto de propostas elaboradas pelo Executivo para inibir e punir irregularidades na administração pública. O pacote foi prometido nas ondas de manifestações de 2013.
      Os organizadores dos protestos pretendem marcar novas datas de mobilização contra o governo. Esse caldeirão cultural  do dia 15 ainda não acabou. Foi uma marcha sem cassetete, sem bombas de efeito moral, sem balas de borracha. Nada disso foi necessário. Os manifestantes de agora são bem diferentes daqueles que lideraram os protestos em junho de 2013. Pessoas que defendem e respeitam o patrimônio público e, acima de tudo, defendem e respeitam a lei.

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