Mais de 200 milhões de pessoas se reuniram nas ruas contra o
governo Dilma. Com mais de 100 milhões de pessoas, só em São Paulo, o protesto
é o maior desde as manifestações dos caras pintadas, a favor do impeachment do
Collor.
As reivindicações eram várias, como sempre, Pediram o fim da
corrupção, o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) e o impeachment da
presidente Dilma Rousseff. Os trabalhadores sem partido reunidos eram bem mais
que a “elite branca”.
Nas diferentes cidades em que as manifestações foram realizadas,
celebridades, artistas e socialites caminharam com, ex-petistas, vendedores
ambulantes, militares ou agentes penitenciários.
“Vamos parar com esse negócio de que só a elite está aqui. Sou
negro e pobre e estou pedindo a saída da Dilma”, disse Fernando Silva,
conhecido como Fernando Holiday, 18, que participou da manifestação na av.
Paulista, em São Paulo.
A voz das ruas já está sendo ouvida pela presidente. Ela
encaminhou, hoje, para o Congresso um “pacote anticorrupção”, que consiste em
um conjunto de propostas elaboradas pelo Executivo para inibir e punir
irregularidades na administração pública. O pacote foi prometido nas ondas de
manifestações de 2013.
Os organizadores dos protestos pretendem marcar novas datas de
mobilização contra o governo. Esse caldeirão cultural do dia 15 ainda não acabou. Foi uma marcha sem
cassetete, sem bombas de efeito moral, sem balas de borracha. Nada disso foi
necessário. Os manifestantes de agora são bem diferentes daqueles que lideraram
os protestos em junho de 2013. Pessoas que defendem e respeitam o patrimônio
público e, acima de tudo, defendem e respeitam a lei.



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