sábado, 21 de março de 2015

ANOS DE PESQUISA ARRASADOS PELO MST

       O agronegócio brasileiro é uma referência para o mundo, devido a capacidade de inovação e pela produtividade alcançados pelos pesquisadores.
     As florestas brasileiras de eucalipto, por exemplo, conseguem produzir mais matéria-prima por hectare do que espécies semelhantes em países desenvolvidos, como o Canadá e Finlândia.


     Esse trabalho sofreu uma agressão irreparável no começo desse mês, quando mais de mil mulheres armadas com foice e facão, ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), invadiram uma fazenda da empresa de pesquisas FuturaGene, em Itapetininga (SP), e destruíram estufas com milhares de eucalipto que estavam em desenvolvimento desde 2006.

     A espécie transgênica (geneticamente modificada), chamada de H421, que poderá aumentar a produção em 20%, seria avaliada por autoridades na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTN-BIO) e especialistas, para eventual liberação do plantio. Com a destruição, a reunião foi cancelada.

    O MST justifica o ato de vandalismo alegando que o plantio do eucalipto transgênico pode causar impactos ambientais e sociais, já que contaminaria a produção de mel, e necessitaria de mais água e agrotóxico.
Mulheres do MST em invasão ao FuturaGene
      O gerente de operações da companhia, Eduardo José de Mello, disse que a empresa já desmentiu as alegações do MST, respondendo todas as questões colocadas pela CTN-BIO, que é o órgão regulador. "O produto é seguro para a sociedade e meio ambiente", afirmou. Ele disse ainda que a empresa calcula os prejuízos. "Foi bem considerável e perdemos alguns anos de desenvolvimento tecnológico."

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