Desenvolvidas nos anos 80, as primeiras impressoras digitais
foram tratadas pelos seus criadores como uma revolução industrial, capazes de
simplificar e baratear a cadeia produtiva. As impressoras 3D podem der utilizadas para criar instrumentos
cirúrgicos, produzir próteses eficientes e órgãos funcionais que em breve devem
ser usados em transplantes.
A E-nable, uma ONG americana interessada em construir
próteses maias baratas para as mãos, as atuais que chegam a 10 000 dólares, se
deparou com a evolução das impressoras 3D. Hoje, essa ONG tem 2 400
voluntários, donos de impressoras 3D, que produzem mãos mecânicas por 300
dólares. Em dois anos, 700 crianças no mundo receberam um modelo dessas
próteses.
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| Alex Pring recebe uma prótese por 350 dólares (uma convencional sairia por 40 000 dólares) |
Além das próteses, as impressoras trazem mais um importante
avanço na medicina. Em 2011, o peruano Anthony Alata, diretor do Instituto de
Medicina Regenerativa de Wake Fores, nos Estados Unidos, desenvolveu um rim do
mesmo tamanho do humano, usando uma dessas máquinas.
Para isso, utilizou como material, células-tronco misturadas
a colágeno e acriato - composto químico que agrupa as células. Depois de ser
exposto a luz ultra violeta, o material se desenvolveu como um rim similar ao
humano em apenas sete horas. O órgão artificial já é utilizado em pesquisas.
As impressoras 3D ainda estão na infância, não apenas nas
mãos das crianças, mas também no seu uso na medicina. Seu crescente uso nessa
área podem trazeres novas descobertas que mudarão vidas.


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