quarta-feira, 8 de abril de 2015

IMPRESSORA 3D NA SAÚDE

    Desenvolvidas nos anos 80, as primeiras impressoras digitais foram tratadas pelos seus criadores como uma revolução industrial, capazes de simplificar e baratear a cadeia produtiva. As impressoras 3D podem der utilizadas para criar instrumentos cirúrgicos, produzir próteses eficientes e órgãos funcionais que em breve devem ser usados em transplantes.

     A E-nable, uma ONG americana interessada em construir próteses maias baratas para as mãos, as atuais que chegam a 10 000 dólares, se deparou com a evolução das impressoras 3D. Hoje, essa ONG tem 2 400 voluntários, donos de impressoras 3D, que produzem mãos mecânicas por 300 dólares. Em dois anos, 700 crianças no mundo receberam um modelo dessas próteses.

Alex Pring recebe uma prótese por 350 dólares
(uma convencional sairia por 40 000 dólares)
   Além das próteses, as impressoras trazem mais um importante avanço na medicina. Em 2011, o peruano Anthony Alata, diretor do Instituto de Medicina Regenerativa de Wake Fores, nos Estados Unidos, desenvolveu um rim do mesmo tamanho do humano, usando uma dessas máquinas.

Impressora 3D criando um rim artificial
     Para isso, utilizou como material, células-tronco misturadas a colágeno e acriato - composto químico que agrupa as células. Depois de ser exposto a luz ultra violeta, o material se desenvolveu como um rim similar ao humano em apenas sete horas. O órgão artificial já é utilizado em pesquisas.

     As impressoras 3D ainda estão na infância, não apenas nas mãos das crianças, mas também no seu uso na medicina. Seu crescente uso nessa área podem trazeres novas descobertas que mudarão vidas.

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