BNDES é a sigla de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O BNDES é uma empresa pública federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que apoia e financia a longo prazo investimentos em diversos segmentos econômicos como agricultura, indústria, infraestrutura, comércio e serviços, além de investimentos sociais nas áreas de educação, saúde, agricultura familiar e outras.
O BNDES foi criada pela Lei nº 1.628 de 20 de junho de 1952, como uma autarquia federal. Posteriormente foi enquadrado, pela Lei nº 5.662, de 21 de junho de 1971, como uma empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e [patrimônio] próprio.
Podem solicitar financiamento empresas sediadas no Brasil, pessoas físicas residentes no país e entidades da Administração Pública. As solicitações de apoio financeiro podem ser feitas através de operação direta (diretamente no Banco ou através de mandatário), operação indireta (através de instituição financeira credenciada ou do Cartão BNDES) ou operação mista (uma combinação das operações diretas e indiretas).
A FINAME (Agência Especial de Financiamento Industrial) e a BNDESPAR (BNDES Participações) são duas subsidiárias criadas com o objetivo de financiar segmentos específicos, sendo que a FINAME é uma linha de financiamento de máquinas e equipamentos e a BNDESPAR possibilita a subscrição de valores mobiliários no mercado brasileiro.
As linhas de apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades e anseios de investimentos das empresas de qualquer porte e setor, desde que estabelecidas no país e a parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos recursos do BNDES.
O BNDES jamais emprestou tanto e nunca teve gama tão ampla de setores sob seu guarda-chuva. Repete-se a pergunta: onde está o problema? A economista Alice Amsden, professora do Massachusetts Institute of Technology, morta em 2012, enxergou a resposta. Após pesquisar diferentes bancos de fomento, entre eles o BNDES, ela concluiu: mais que um eventual investimento ruim, o maior pecado desses bancos é não enxergar seu verdadeiro papel — e, sem alvo claro, acabam atirando crédito para todo lado. Talvez seja a principal lição a ser assimilada pelo BNDES.
Nenhum comentário:
Postar um comentário